sábado, 8 de outubro de 2011

rajada de vento



...uma centelha de tudo que era a bela abelha, vai decaindo em poucas formas copiadas e de idéias nevrálgicas.
Do outro lado eles apertam bem o maxilar pra demostrar que podem ser o macho-alfa. Mas de nada serve tantos madrigais vigiando a toca do lobo que sabe voar... A quantas e tantas ventando, basta um sopro pra ir-se desencantando... Ela era de uma cadência inerente ao pequeno mundinho que rodeava...
...quando deram por si, os homens e suas guerras, viram os ventos loucos que faziam bolhas e caracóis em suas jubas, eles corriam soltos por todos os poros quando num relance uma lambada de serpente sorrateira, mais voraz que o carcará mais doido que faca cega cravada na carne viva....

...são poucas as culpas que fazem o corpo ficar acordado tanto tempo, e o mundo espera pelos compromissos que assumimos enquanto dormimos. Pra você que não dorme, no que me discorde, apenas zele com seus ventos, os traga frios, não secos, os traga fortes e jamais breves, me permita desfrutar de sua presença, quem sabe você pare e pense...

...agora acho que podes até ir enquanto esquecemos da abelha, nestes minutos bebendo seu mel numa rajada de vento.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

leite qualho




UMA casinha
bem PEQUENININHA
DEPOIS EU VOCÊ A AS GALINHAS... O NINHO

OUTRORA ela o berrante e a madrinha
sinistro embrolho em ervas daninhas

QUEM sabe O LEITE qualho

de vez
esse nosso tempo
ora morno
ora
cálido.

sábado, 17 de setembro de 2011

Não esqueça do ventilador


ao que parece...
Quase que não vistes o teu ventilador.
Ficou concentrada roendo a carne debaixo da unha, sei apenas que não há outra bela couragem para o frio latente como a que cobre teus dentes.
aquele olhar sarcástico,
a ponta de boca esboçando um sorriso naquela direção num ângulo de encontro a mim.
Disseram depois que foi um sonho...

Apenas não deixe o ventilador ligado se por um acaso eu cair no sono.

vais calcando...
pisa gritando...
machuca, desvia,
ofende, lesa,
bate, corta,
come, decepa,
trepa, chupa,
assopra,
taca fogo,
afoga, engoli...

talvez
depois
pense.

Ao longo de tanto silêncio e calma sobra muito pouco além de pequenos embaraços, é isso que é não ter mais vinte e poucos anos, obviamente mudaram os planos.
Mas pra onde ter e pegar e morder cada pedacinho dos dedos do pé?
Escorre tão vermelho o sangue... e pelos ossos da tua boca-couraça apreciando a dor que já doía em mim sem poder parar de ver-te mutilar e devorar a si mesma...

Te encharcas de hemorragias, vais comendo, pouco a pouco cada pedacinho de teu corpo, ao que parece não sentes nem sinto mais dor, nem escárnio, e há essa altura pareço também gostar

certamente não me incomoda mais
testemunha ocular.

andapulafalagrita
grita
andapulafala
fala
grita
andapula
pulafala
grita
anda


nada além de mera estupidez que nasceu lá atrás e ainda não te abandonou...

mas veja bem, o que tenho a dizer

sim, vais breve morrendo,
portanto

apenas prometa

não
esquecer
do
ventilado...













quinta-feira, 8 de setembro de 2011

....----....vão...----....

Não faz muita diferença agora
Buscando o que se sente (além de desespero)

A velha capa espeça, escura


Onde e naquele lugar que não cabe a sinusite
Inusitadamen


te as ruas estão cheias



Fumaça, carros, e pessoas (completamente fora da ordem)


Mas quem tem coragem de falar em sentir?
No lado escuro das coisas - ausências.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ANA VENTO


assim foi Ana...

Ana se foi...(feito folha seca ao vento)
assim... foiiii.. Ana se foi....

Agora, suas horas:
uma pro tempo pensar
outra pra gente perder...
Anaaaa.. Ana... Ana... (ecoa no buraco do tempo)...

Ana é povo... Ana é suor...
Ana é imagem... Ana é solidão...
ahhhh mas ana não volta...
Ana é revolta... Ana é o grito
escondido-oprimido-intalado
O sangue estancado...

Ana é barco perto do marco-vão
Ana tem o mapa pro porto-vastidão...

Mas por que Ana tá triste?
(sei disso, pois o vento tá desatento ao tempo... sem alento!)
É que Ana também é coração...

É que Ana escuta... (como os gritos do trovão TRAIÇÃO)
Escuta o choro da fome... O grito seco das bocas sedentas com sede...
Sede de água... Sede de ciência e consciência
Sede por verdadeira benevolência... sede de justiça sã... sem maquieo...
Ana também tem fome...

Ana agora se fez ilha...
Ana é areia... Ana é grão... Ana tem cor: Aquela da tua imaginação!


Ana também é mãe - da beijo e acorda cedo: arruma a cama, escova os dentes,
Põe touca na casca da cuca, Ana come melão (depois do café com bolo de fubá)...
Mas Ana não tem lar... logo não tem mãe... não tem cama... não tem dente...
não tem lugar... neste nosso império de facetas e meios termos...

Mas Ana, o que és então:
é o grito que declarou guerra a toda forma de tirania,
À toda forma de enganação, de manipulação...
Ana é dança /dos ventos... Ana é alento de, é luta...

MAS, por que Ana tá de luto?
é que Ana quer ser prato cheio na mesa dos pequeninos...
é que Ana quer ser semente crioula na terra avastada...
é que Ana quer ser filtro pra limpar a sujeira de todo rio...
é que Ana quer virar cosnciência de toda essa gente perdida...
é que Ana quer dá vida, pra toda voz oprimida...
é que Ana quer vivência e quer memória...
é que Ana não quer mitos... não que idolos... não quer heróis...
ana quer gente de luta... quer toda gente na luta...
Ana quer transforma a realidade....

mas ai Ana lembra que é só vento...
Às vezes fica brava e vira vendával...
provoca o temporal... furacão... mas ai...
Ana vira solidão...
por que Ana?

... uniram-se os pequeninos, os mazelados, os esquecidos... os cativados...
e começaram a revolução: De consciência, de memória, pra construir uma nova hostória:
aquela que vai muito além dos desejos de Ana... que não sopra mais...
Ana morreu!
É, Ana morreu.... foi o covarde desencanto. Aquele a levou...
Ana agora é cosmos... é plasma... é caos... e vastidão...
Ana agora sopra... a semente...

DA REVOLUÇÃO...

ANA É VENTO...



De lado (Puto da Vida)

Estou cansado de meias palavras

Estou cansado

Estou cansado do meio termo

Estou “puto da vida”


De lado (Puto da Vida)

Estou cansado de meias palavras

Estou cansado

Estou cansado do meio termo

Estou “puto da vida”


domingo, 4 de setembro de 2011

Acho que devo beber um vinho



Uma escada ingrime, suja (totalmente sem pintura), à esquerda, a grade enferrujada, bitucas, sujeiras de todo tipo, alem dos pequenos pedacinhos do corpo de algumas baratas.

Lá em cima, uma sala clara,ao contrário de minhas idéias. Caixas de papelão com coisas e letras grafadas, apregoadas em folhas de papel, nas suas mais diversas formas de se comunicar conosco - agora mofa há anos nestas câmaras de confinamento do conhecimento, fruto de alguma inercia que não sabe-se explicar -.

No mais, vazios e um ventilador, empoeirado, pequeno, chato.

Ah, o teto, apenas branco, desobedecendo qualquer simetria aparente, tem eu a cadeira e a mesa, num ângulo meio ponta-de-olho, a bandeira, meus zelos... A luz, agora fraca, a vontade de fumar, os dedos trêmulos, o pêndulo, o tempo passando...que horas são?

Uma clara multidão de cores entrando ao fundo, é a lua suave, são cheiros e flores subjetivadas nestes corredores e labirintos de uma "psique" angustiada sem saber o que faz com a roda da HISTÓRIA e o tempo...

Acho que são notas em dó, talvez um semi-tom acima de dois palmos do nariz - egoísta. E essa coisa girando na minha frente, com encrustas de poeira sendo lançadas contra mim que de tão minúsculas, nem sinto se chocarem contra minhas faces aberrantes, penetram por meus poros e se abrigam com os germes que já tenho em mim. Coloco um cigarro na boca - mas não pode fumar dentro de casa - Fico contemplando o tamanho das letras, enquanto ouço vozes, bate o pânico - não pode aparecer ninguém - Penso mil planos de como não ser encontrado, todos os elos entre o que se encontra aqui e o eu que perdi, celebrante, faço meus abortos, meus partos, corto, retoco, coloco meus laços em pleno vigor.

A única forma de fugir é voar!

Reparo neste instante que meus dedos estão sujos, ressecados a ponto de eu sentir uma crostra seca e pesada na palma da mão...cuidado... alguém aparece no apartamento ao lado, bate a porra da porta e me acelera parado, denovo! (Sem contar a música ruim)...

Vou fazer um cartaz: VENDE-SE SOLIDÃO EM PARCELAS SUAVES OU SOLÍDÃO EM 10X S/ JUROS!

Vou nada, vou colocá-la pra secar, depois esfarelar e misturar com o meu solo seco, onde planto e colho.

Saio, fumo outro cigarro, leio notícias: o governo, as mentiras, as novelas, dinheiro, ba-bo-sei-ra... Não entendo. Plasmas e hiperboles, uma equação geral da loucura, jura que vai resolver e dessifrar, longe de um tango argentino, acho que devo beber um vinho...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

mais nenhum plano...




memórias,
frustrações,
encantos...

talvez

alguma coisa a mais,
mas...

agora
se
segue...
sem mais nenhum plano.