
QUANDO NÃO TIVER MAIS JEITO MESMO SE APEGUE AO PRIMEIRO SENTIMENTO OU À NADA. NADA COMO O MESMO, DESERTO.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
leite qualho

segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Não esqueça do ventilador

quinta-feira, 8 de setembro de 2011
....----....vão...----....

segunda-feira, 5 de setembro de 2011
ANA VENTO
De lado (Puto da Vida)
Estou cansado de meias palavras
Estou cansado
Estou cansado do meio termo
Estou “puto da vida”
De lado (Puto da Vida)
Estou cansado de meias palavras
Estou cansado
Estou cansado do meio termo
Estou “puto da vida”
domingo, 4 de setembro de 2011
Acho que devo beber um vinho
Uma escada ingrime, suja (totalmente sem pintura), à esquerda, a grade enferrujada, bitucas, sujeiras de todo tipo, alem dos pequenos pedacinhos do corpo de algumas baratas.
Lá em cima, uma sala clara,ao contrário de minhas idéias. Caixas de papelão com coisas e letras grafadas, apregoadas em folhas de papel, nas suas mais diversas formas de se comunicar conosco - agora mofa há anos nestas câmaras de confinamento do conhecimento, fruto de alguma inercia que não sabe-se explicar -.
No mais, vazios e um ventilador, empoeirado, pequeno, chato.
Ah, o teto, apenas branco, desobedecendo qualquer simetria aparente, tem eu a cadeira e a mesa, num ângulo meio ponta-de-olho, a bandeira, meus zelos... A luz, agora fraca, a vontade de fumar, os dedos trêmulos, o pêndulo, o tempo passando...que horas são?
Uma clara multidão de cores entrando ao fundo, é a lua suave, são cheiros e flores subjetivadas nestes corredores e labirintos de uma "psique" angustiada sem saber o que faz com a roda da HISTÓRIA e o tempo...
Acho que são notas em dó, talvez um semi-tom acima de dois palmos do nariz - egoísta. E essa coisa girando na minha frente, com encrustas de poeira sendo lançadas contra mim que de tão minúsculas, nem sinto se chocarem contra minhas faces aberrantes, penetram por meus poros e se abrigam com os germes que já tenho em mim. Coloco um cigarro na boca - mas não pode fumar dentro de casa - Fico contemplando o tamanho das letras, enquanto ouço vozes, bate o pânico - não pode aparecer ninguém - Penso mil planos de como não ser encontrado, todos os elos entre o que se encontra aqui e o eu que perdi, celebrante, faço meus abortos, meus partos, corto, retoco, coloco meus laços em pleno vigor.
A única forma de fugir é voar!
Reparo neste instante que meus dedos estão sujos, ressecados a ponto de eu sentir uma crostra seca e pesada na palma da mão...cuidado... alguém aparece no apartamento ao lado, bate a porra da porta e me acelera parado, denovo! (Sem contar a música ruim)...
Vou fazer um cartaz: VENDE-SE SOLIDÃO EM PARCELAS SUAVES OU SOLÍDÃO EM 10X S/ JUROS!
Vou nada, vou colocá-la pra secar, depois esfarelar e misturar com o meu solo seco, onde planto e colho.
Saio, fumo outro cigarro, leio notícias: o governo, as mentiras, as novelas, dinheiro, ba-bo-sei-ra... Não entendo. Plasmas e hiperboles, uma equação geral da loucura, jura que vai resolver e dessifrar, longe de um tango argentino, acho que devo beber um vinho...


